sábado, 14 de fevereiro de 2015

Vá-conspiração

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Andam para aí agora uns bichos cheios de swag a enfardar dietas vegan e a ruminar moralismos de cordel. Parece que, segundo o documentário cowspiracy, a produção de carne para consumo é uma ameaça à sustentabilidade ecológica. Pronto. É isso. O que me apraz logo dizer que a produção das vacas da playboy ameaça a sustentabilidade (e)conológica. Portanto urge ir abraçar árvores e enfiar umas alfarrobas na peida das vacas para rolhar a emissão de gases com efeito de estufa. Eu nada percebo do assunto, mas a mim ninguém me tira a bela da cacholeira assada e um queijo de Nisa, e admito que assim possa contribuir para o efeito de estufa emitindo alguns gases nobres.
Passo a explicar: então os badalhocos que agora se benzem à frente da bela da chicha não comem? Oh lá se comem! Forragem vegetal, pelo menos sim. É certo e sabido que a fibra vegetal é por excelência o lubrificante do reactor tripal o que, per se resulta numa amálgama contínua de dejectos aliviados, liquefeitos e aromatizados. Houvera a carne para travar as tripas! E depois? Depois veio a atmosfera e comeu o peido vegan. Com ele fez uma estufa muito linda e quentinha. Quanto aos três porquinhos, esses ficaram em casa a engordar a engordar a engordar, enquanto o lobo velhaco comia favas com tofu e rúcula.
Então os badalhocos vegetalóides já não gostam da chicha? Até parece que não passaram os primeiros anos de vida a alambazar-se leite emanado das tetas de uma vaca, foda-se!... O mais assustador não são os gases com efeito de estufa vindos do cagueiro da vaca, mas sim a estufa que os pseudo-cientistas montam no cérebro destes energúmenos: a estufa filtra a radiação incidente, a informação, apreende-a e suprime a sua libertação informada e consciente. Se querem destratar os cagalhões e o mijo das vacas, façam primeiro a avaliação do ciclo de vida do próprio esterco humanóide, incluindo a merda que lhes sai da boca e dos dedos quando se colocam gatinhos e flores e pensamentos zen no facevacas. Uma solução? Deixar de produzir carne podre deste calibre, e a Terra até dava um peido de alívio.
Eu, que sou do campo, gosto de ouvir galos a cantar de madrugada e comer os tomates do porco com ovos mexidos uma vez por ano. Vou ver com certeza o documentário, mas certamente embalado por uma bifana e um carapulo de leite magro. E, com toda a certeza, peidar-me muito menos.

Boas leituras (informadas), dos prós e dos contras: