Andam para aí agora uns bichos cheios de swag a enfardar
dietas vegan e a ruminar moralismos de cordel. Parece que, segundo o
documentário cowspiracy, a produção de carne para consumo é uma ameaça à
sustentabilidade ecológica. Pronto. É isso. O que me apraz logo dizer que a
produção das vacas da playboy ameaça a sustentabilidade (e)conológica. Portanto
urge ir abraçar árvores e enfiar umas alfarrobas na peida das vacas para rolhar
a emissão de gases com efeito de estufa. Eu nada percebo do assunto, mas a mim
ninguém me tira a bela da cacholeira assada e um queijo de Nisa, e admito que
assim possa contribuir para o efeito de estufa emitindo alguns gases nobres.
Passo a explicar: então os badalhocos que agora se benzem à
frente da bela da chicha não comem? Oh lá se comem! Forragem vegetal, pelo
menos sim. É certo e sabido que a fibra vegetal é por excelência o lubrificante
do reactor tripal o que, per se
resulta numa amálgama contínua de dejectos aliviados, liquefeitos e
aromatizados. Houvera a carne para travar as tripas! E depois? Depois veio a
atmosfera e comeu o peido vegan. Com ele fez uma estufa muito linda e
quentinha. Quanto aos três porquinhos, esses ficaram em casa a engordar a
engordar a engordar, enquanto o lobo velhaco comia favas com tofu e rúcula.
Então os badalhocos vegetalóides já não gostam da chicha? Até
parece que não passaram os primeiros anos de vida a alambazar-se leite emanado
das tetas de uma vaca, foda-se!... O mais assustador não são os gases com
efeito de estufa vindos do cagueiro da vaca, mas sim a estufa que os
pseudo-cientistas montam no cérebro destes energúmenos: a estufa filtra a radiação
incidente, a informação, apreende-a e suprime a sua libertação informada e
consciente. Se querem destratar os cagalhões e o mijo das vacas, façam primeiro
a avaliação do ciclo de vida do próprio esterco humanóide, incluindo a merda
que lhes sai da boca e dos dedos quando se colocam gatinhos e flores e
pensamentos zen no facevacas. Uma solução? Deixar de produzir carne podre deste
calibre, e a Terra até dava um peido de alívio.
Eu, que sou do campo, gosto de ouvir galos a cantar de madrugada
e comer os tomates do porco com ovos mexidos uma vez por ano. Vou ver com
certeza o documentário, mas certamente embalado por uma bifana e um carapulo de
leite magro. E, com toda a certeza, peidar-me muito menos.
Boas leituras (informadas), dos prós e dos contras:
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